A Força da IoT no mercado corporativo brasileiro

Tecnologia pode gerar até um milhão de empregos em 2 anos e meio.

IOT – Internet of Things (Internet das Coisas). Apesar do nome ser novo, o conceito de M2M (Machine-2-Machine) é antigo, com empresas do segmento industrial do mundo todo tendo feito uso há décadas desse tipo de sistema. Esse tipo de tecnologia permite a coleta de informações, ajudando a otimizar a gestão operacional das empresas, integrando os dados coletados aos processos de negócios, tornando a tomada de decisão dos gestores mais estratégica e “data driven”.

Mas por que a IoT está se tornando um movimento tão forte agora, se as empresas já utilizam sistemas M2M há décadas? A resposta está no momento de transformação digital que vivemos, a chamada jornada digital. A nova realidade que as empresas enfrentam é apenas uma: ou se adaptam aos novos consumidores, modelos e processos de negócios e tecnologias, ou irão desaparecer. E se adaptar a novas tecnologias significa evoluir com elas. Essa evolução pode ser vista dos sistemas M2M tradicionais para a tecnologia IoT.

O problema com os sistemas M2M antigos é que eles são largamente proprietários e inflexíveis. Eles requerem hardware especializado e conectividade de networking de alto custo. Além das despesas do um sistema integrado de ponta que transforma informações em processos de negócio. O sistema M2M como conhecemos hoje carece de segurança, gerência de sistema e da análise para a empresa (comentamos esse ponto no post “a internet das coisas pode ser a arma secreta para o JDEdwards”), e essa carência abre precedentes para que novas tecnologias surjam e melhorem processos. Uma vez que a possibilidade de melhorar os processos é apresentada, essa nova tecnologia integradora começou a ser mais conhecida e utilizada pelo mercado. E a demanda só parece aumentar a cada dia. Com a explosão dos dispositivos conectáveis à internet (celulares, tablets, wearables como o smartwatch ou o smartglass, e tantos outros dispositivos tecnológicos emergentes), a IoT virou uma possibilidade que se expande cada vez mais.

A lógica é simples: se é possível conectar-se à internet, é possível utilizar a IoT para integrar, mensurar e analisar os dados captados/utilizados por aquele dispositivo. As possibilidades são inúmeras, e funcionam para basicamente qualquer setor ou empresa que tenha uma estrutura mínima de tecnologia, e saiba como utiliza-la como propulsor de inovação.

Gary Atkinson, ex-diretor de tecnologias emergentes da AMR, empresa pioneira em utilização de IoT em negócios, declarou no final de 2015 no evento iotdesign, que a estimativa de empregos para o desenvolvimento dessa tecnologia chegaria a um milhão em 2020.

A internet das coisas está abrindo um mundo de incorporações para novos desenvolvedores que estão atualmente trabalhando no espaço de aplicativos móveis ou web. Precisamos aproveitar essa criatividade” – disse Atkinson. “50% dos desenvolvedores de aplicativos móveis manifestaram interesse em mudar para o IoT” – completou. Lembrando que essa declaração foi dada a quase 2 anos atrás, quando a tecnologia ainda não era tão conhecida quanto hoje.

Nick O’Leary, especialista em tecnologia emergente da IBM, fez uma demonstração aonde mostrou o quão fácil pode ser conectar um dispositivo a um servidor baseado em nuvem e depois carregar dados e analisá-lo. Em 15 minutos no palco Nick realizou todo o processo, enquanto palestrava, e terminou a ação analisando os dados processados, ato que demoraria dias há alguns anos atrás, sem o uso da IoT.  “A tecnologia está em um ponto em que as pessoas podem construir coisas e não precisam ser engenheiros”, disse O’Leary.

Você pode ver a matéria completa aqui.

(FONTE:  www.electronicsweekly.com)

A Internet das coisas no mercado Brasileiro: Na conferência do Painel Telebras, no ano passado, Eduardo Trude, presidente da TELECO, comentou o sobre a possibilidade do brasil ter de 100 a 200 milhões de aparelhos conectados até 2025. Ele ressaltou a importância da IoT e disse que o salto em direção a esse avanço tecnológico depende apenas de um “empurrão” das empresas:

“A conectividade é o elemento principal, mas a contribuição em termos de receita da conectividade é menos de 5%. Hoje o que vemos é conexão de equipamentos de maior valor agregado. São navios, tomógrafos, tratores, colheitadeiras, porque é o que se viabiliza com o custo atual de conectividade” – Disse Trude “Para irmos à bilhões de objetos, esse preço da conectividade tem que baixar, o consumo de bateria tem que baixar. Começam a ter soluções no lado tecnológico mas vão ter que acontecer mudanças regulatórias, especialmente tributárias” – completou.

Você pode ver a matéria completa aqui.

(FONTE: http://www.convergenciadigital.com.br)

É notável que o mercado brasileiro ainda vê a Internet das coisas mais como tecnologia emergente do que como uma ferramenta de aumento de produção, redução de custo ou geradora de controle nos processos operacionais. É necessária uma evangelização a respeito das possibilidades da IoT. Um movimento de disseminação de informações que mostrem que essa tecnologia é menos sci-fi e mais real e escalável para o mercado brasileiro do que parece.

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